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ago 17, 2012

E se o Negão quiser ser candidato a presidente?

O Presidente Negro é um livro de ficção de Monteiro Lobato, de 1926, cuja trama se passa nos Estados Unidos, no ano 2028. Lobato cogitou tal possibilidade para os Estados Unidos em um futuro remoto, jamais para o Brasil. Já temos um possível nome, ainda que remoto. Com o julgamento do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa chama mais uma vez a atenção para sua figura impar. É “O Negão”, personalidade que, segundo o imaginário popular, veio debaixo, do povão, chegou lá pela competência e hoje enfrenta com imensa coragem as elites políticas corruptas. Detalhe pouco lembrado: ele será presidente do Supremo (por antiguidade) em novembro de 2012, assim que terminar o julgamento do mensalão. Tem planos para enfrentar seus próprios pares a fim de mexer com as estruturas viciadas do Judiciário. Se der certo, pode vir a consolidar sua imagem popular. E depois disso? Qual o futuro que o Destino lhe reserva?

Eis o Negão: consolidando uma imagem de imensa coragem no imaginário social

Por Hugo Studart

Toda história deve ter início, meio e fim. E, nesse caso, o preâmbulo nos remete ao remoto ano de 2006, quando Joaquim Barbosa pegou a missão de relatar o processo do mensalão.  Naquela ocasião, Lula estava em frangalhos políticos, cogitava até mesmo não ser candidato à reeleição. Seu principal adversário era o Geraldo Alckmin, que jamais encantou. Vários partidos buscavam candidatos, como o PSol, que acabou disputando com Heloísa Helena, e o PSB, que lançou Ciro Gomes. Poucos acreditavam que Lula ressuscitaria das cinzas e ainda teria músculos para eleger uma técnica desconhecida e sem carisma como sucessora.

Sem ter nada a ver com a política, Joaquim acenou que seria duro com os réus do mensalão em seu futuro relatório. Fez simplesmente isso. Mas bastou um mero aceno para começar a construir uma imagem pública no imaginário popular, auxiliado por dezenas de reportagens que relatavam sua infância pobre em Paracatu, o filho de um mecânico de automóveis que passou no difícil vestibular em Direito da Universidade de Brasília Continue reading »

jul 16, 2008

Gilmar Mendes, o Soltador da República por ter razão

O ministro do Supremo, que ganhou dos adversários o título de soltador-geral da República, é o ícone de um processo histórico no qual o STF começa a valorizar mais os direitos fundamentais e a nocautear os poderes do Estado

Por Hugo Studart

Virou rotina: a polícia prende empresários, políticos e toda sorte de figurões – e o ministro Gilmar Ferreira Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal assina o habeas corpus. Foi assim quando, dias atrás, libertou (duas vezes) o banqueiro Daniel Dantas e todos os executivos do Opportunity, presos na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, sob acusação de formação de quadrilha e de lavagem de dinheiro. Com seu ato, Gilmar criou uma das maiores polêmicas na história do Judiciário, ganhou o título de Soltador-Geral da República e inimigos poderosos que fazem campanha por seu impeachment.

Todo mundo quer os bandidos na cadeia – e a onda do momento é apanhar os peixes graúdos, o que é muito bom para as instituições democráticas. Mas ao examinar o ato de Gilmar pela perspectiva maior, a do longo prazo, descobre-se que ele pode ter razão. A libertação de Dantas não é um ato isolado. Ano passado, quando era o vice do Supremo, Gilmar também mandava soltar todo mundo.

Na Operação Navalha soltou 13 acusados num único final de semana. Foi ele também quem desconstruiu a festejada Operação Anaconda. Em outra série de atos controvertidos, liberou todos os presos da Hurricane. Também liderou uma votação que livrou de punição o embaixador do Brasil na ONU, Ronaldo Sardemberg, condenado antes por improbidade administrativa, para que pudesse assumir a Presidência da Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel. Numa de suas canetadas mais polêmicas, mandou soltar até um criminoso confesso, o cirurgião paulista Farah Jorge Farah, aquele que assassinou e esquartejou uma ex-namorada.

“Há um clamor público para manter os figurões na cadeia”, admite o ministro Gilmar. “Mas o habeas corpus é um instrumento democrático”.

“Toda vez que a polícia e o Ministério Público forem incompetentes na investigação, arrumarem provas frágeis e produzirem acusações inconsistentes ou infantis, serei obrigado a soltar”, prossegue. “Isso não rima com impunidade, mas a condenação tem que ser dentro do devido processo legal”.

Vêm novas canetadas polêmicas de Gilmar por ai. Continue reading »

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