abr 11, 2005

O Imaginário dos Militares na Guerrilha do Araguaia – CONCLUSÃO E BIBLIOGRAFIA (Dissertação de Mestrado)

CONCLUSÃO

No presente trabalho, busquei pesquisar e analisar o imaginário dos militares sobre a participação das Forças Armadas Brasileiras na Guerrilha do Araguaia, um dos episódios mais obscuros da nossa história recente, ocorrido naquela “era dos extremos”, como definiu Hobsbaum, naqueles “anos terríveis”, como adjetivou Berlin, quando o mundo atravessava a chamada “Guerra Fria” e o país estava sob a égide do regime militar autocrático instaurado em 1964.

Os depoimentos dos militares revelaram, até mesmo por documento inédito, que eles cometeram atos de exceção no combate aos guerrilheiros – torturaram, atiraram em guerrilheiros feridos no chão, executaram prisioneiros, violando Direitos Humanos, relegando as Leis da Guerra e seus próprios valores. A pesquisa demonstrou que as exceções foram parte de uma política deliberada do Estado autocrático. Antes do Araguaia, atos de exceção eram práticas usuais do Estado no combate à guerrilha urbana; por conseguinte, foram também levadas ao combate à luta armada rural. Contudo, o fratricídio e os atos de exceção durante a Guerrilha do Araguaia não foram cometidos pela Forças Armadas em seu conjunto. Nem se violou direitos o tempo inteiro.

O imaginário fraticidante dos militares certamente se fundava na herança positivista de Augusto Comte, para quem a ordem era condição básica para chegar ao progresso. Também se pautava no acalentado amor à nação, conceito abstrato, pelo qual foram educados a matar ou morrer, a servir à pátria acima de tudo, a manter a rígida hierarquia e a disciplina. Desta forma, para os militares, a guerrilha do Araguaia representava para uma desordem, uma contra ordem que deveria ser extirpada a qualquer custo.

Os militares estavam igualmente impregnados do imaginário anticomunista daqueles tempos de Guerra Fria. Eles viam os guerrilheiros como uma grande ameaça e os combateram nutridos pelo medo de que o comunismo se instaurasse no país. O imaginário plural dos militares abrigava muitas estratégias, políticas múltiplas e táticas de combate variadas, conforme foi exposto ao longo deste trabalho. Mas, para fazer valer esse imaginário fratricida, desumano e autoritário, a Comunidade de Informações reinventou no Araguaia novas táticas de combate, que levaram parte da tropa a cometer crimes hediondos.

No campo estritamente militar, as Forças Armadas foram vitoriosas no Araguaia. Recriaram suas estratégias e venceram com espantosa facilidade os guerrilheiros estropiados, armados basicamente com a força de um imaginário revolucionário. Mas, ao final, os militares envolvidos nos derradeiros combates não reconheciam a si próprios, tanto que cremaram cadáveres e arquivos buscando apagar aquele episódio da história. Cumpriram com estrito denodo as ordens de uma instituição autocrática e alienaram-se no meio do caminho. Quando olharam para trás, haviam sido personagens do fenômeno típico dos servidores do totalitarismo conceituado por Arendt e Castoriadis, a heteronomia. Perderam-se, enfim, em caminhos estranhos a seus próprios valores e à lei, a qual deveriam se submeter. A história é a parteira da violência, como Arendt afirmou e, assim, no conflito do Araguaia, assistiu-se ao nascimento de práticas e mecanismos de dominação e violência sob o amparo institucional e da Segurança de Estado.

Há que se atentar que a presente pesquisa não teve – e nem conseguiria, caso o desejasse – o intuito de esgotar o tema. Trata-se, como se pode depreender das leituras auxiliares colacionadas a esta, de assunto que não se esgotará nem depois que os militares saírem do silêncio que se impuseram e façam mea culpa ante a sociedade e os parentes daqueles que ainda esperam velar seus mortos. O objetivo principal do trabalho desenvolvido foi-tão somente lançar um pouco mais de luz nesse episódio tenebroso da recente história brasileira, fazendo uso de documentos inéditos produzidos pelos próprios autores, formando uma espécie de biografia desse episódio ímpar.

FONTES E BIBLIOGRAFIA

 

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FELIPE, Dr. (codinome). Combatente no Araguaia. Brasília, 30 mai. 2001 e 14 set. 2003.

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GILBERTO, Dr. (codinome). Combatente no Araguaia. Brasília, 30 mai. 2001 e 14 set. 2003.

J. CRISTO (codinome). Combatente no Araguaia. Brasília, 15 fev. 2004.

JOSÉ LUIS, Dr. (codinome). Combatente no Araguaia. Brasília, 17 out. 2004.

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