jun 1, 2013

Como tecer a Introdução do TCC

Eis abaixo um roteiro construído especialmente para meus alunos da Universidade Católica de Brasília, na disciplina Metodologia de Pesquisa em Comunicação, neste momento engajados na construção da Introdução de seus Trabalhos de Conclusão de Curso, o TCC. Serve igualmente como roteiro básico para quaisquer outras monografias, dissertações de Mestrado ou teses de Doutorado:

 

 

por Hugo Studart

REFLEXÕES PRELIMINARES

Todo ato singular requer um tempo dedicado às preliminares. Um jantar oferecido a alguém especial, por exemplo, exige uma reflexão sobre o cardápio, desde os tira-gostos até a sobremesa e o vinho. Comprar os ingredientes, preparar o jantar e arrumar a casa também faz parte das preliminares. Se contarmos no relógio, muitas vezes o tempo ocupado nos preparativos é maior do que o usufruto do ato em si, o jantar.

Assim também deve ser a preparação de qualquer capítulo de um trabalho acadêmico, começando pela Apresentação – também chamada de Introdução.

O mestre Umberto Eco sugere na obra Como se faz uma tese (São Paulo: Perspectiva, 23ª Ed., 2010) que, antes de darmos início ao trabalho, deve-se definir o seguinte:

a)    Tema geral do trabalho – ou seja, exatamente qual assunto, em linhas gerais, o pesquisador pretende tratar? Tomemos, a título de exemplo, o caso concreto da minha aluna Evely Leão. Ela quer fazer um TCC sobre Jornalismo Investigativo. Mas há muitas perspectivas sobre o assunto, como a análise de conteúdo de um caso específico, ou compreender os parâmetros da investigação jornalística. Depois de muita reflexão, Evely decidiu que gostaria de compreender o jornalista investigativo, aquele sujeito obsecado pelo “furo”, que vive “farejando” notícias inéditas, chamado pelos próprios coleguinhas de “perdigueiro”. Assim, no caso em questão, ela decidiu qual será o tema geral do trabalho, que pode ser expresso da seguinte forma: “Pesquisar e compreender quem são, o que pensam e como trabalham os jornalistas investigativos brasileiros”.

b)    Título do trabalho – depois de definir o tema geral do trabalho e pelo foco da pesquisa, hora de sintetizá-lo em título e subtítulo. Assim, a título de sugestão: “Nariz de perdigueiro: Quem são, o que pensam e como trabalham os jornalistas investigativos brasileiros”.

c)    Problemas – Hora de retornar à primeira infância, àquela fase dos “por quês”, e fazer o maior número possível de perguntas sobre o tema escolhido. Quanto mais perguntas e problemas forem apresentados, melhor. Um bom método de refletir sobre os problemas é fazer as chamadas Indagações Fundamentais da Filosofia: Quem sou? De Onde Vim?; Onde Estou? Para onde vou? Todo e qualquer tema comporta essas indagações. No exemplo em questão: a) Quem são os principais jornalistas investigativos brasileiros?; b) De onde veio essa especialidade; c) Em que ponto está? Ou seja, no atual momento, o Jornalismo Investigativo ainda está em alto prestígio em matéria de salários e prêmios? d) Por fim, quais as tendências nos próximos anos? Prossiga com as perguntas e a busca dos problemas. “O que leva um jornalista à desejar tanto um furo?”; “Qual o método que usam para apurar uma reportagem exclusiva?”; “Por que tantos deles trabalham no limite, até mesmo relegando a segundo plano suas famílias ou colocando em risco a própria vida?”; “Intuição versus razão: até onde funciona o faro do perdigueiro e quando é necessário planejar racionalmente a reportagem?”.

d)    Sumário indicativo  – Umberto Eco sugere ainda que o pesquisador defina o índice da pesquisa. Não se trata de um índice definitivo, mas tão-somente de um roteiro prévio de trabalho. Definir o índice, explica Eco, força o pesquisador a refletir sobre o que ele quer exatamente fazer, e qual caminho pretende seguir. Ou seja, força um planejamento. Lembro que nem todos os problemas levantados no item anterior precisam ser respondidos ou serem abordados no trabalho. No exemplo em questão, a estudante Evely decidiu pelo seguinte roteiro prévio: 1) Definição e discussão sobre que seria a especialidade do Jornalismo Investigativo e quais os parâmetros básicos da investigação jornalística; 2) Levantamento histórico dos principais casos de jornalismo investigativo no Brasil nos últimos 21 anos, a partir do impeachment de Collor; 3) Inventário das premiações, os jornalistas mais premiados e dos repórteres investigativos mais conhecidos do país e de Brasília; 4) No limite: o Caso Tim Lopes e outros casos de jornalistas que arriscam a própria vida por um furo 5) Os Perdigueiros: Estudos de caso com perfiis-entrevistas com cinco jornalistas investigativos; e) Conclusão.

 

A INTRODUÇÃO

Lembrem-se de que até este ponto apenas trabalhamos nas reflexões preliminares, nos preparativos para o trabalho em si, que é a construção da Introdução do TCC. Assim, cuidado para não confundir uma coisa com outra. Planejar o cardápio de um jantar, fazer compras, arrumar a casa e cozinhar, tudo isso faz partes das preliminares de um jantar oferecido a alguém especial. Mas o jantar é o objetivo final. Assim, todo o resultado das reflexões preliminares não precisa estar obrigatoriamente exposto na Introdução. Parte das reflexões será aproveitada, outra parte descartada.

Outro ponto a tomar cuidado é o de não confundir a Introdução de um trabalho acadêmico com a pesquisa em si. O trabalho está contido no conjunto dos capítulos. A Introdução pode ser considerada o capítulo zero do trabalho. Trata-se de um resumo sobre tudo o que será tratado ao longo do trabalho, com foco especial na questão metodológica.

A partir deste ponto, tratemos de como tecer uma Introdução de um TCC – Trabalho de Conclusão de Curso. Abaixo, encontra-se apenas o roteiro do capítulo zero, Introdução, não o roteiro de todo o trabalho. Há alguns diferentes roteiros. Esclareço que as indicações encontram-se em sintonia com o Manual da Universidade Católica de Brasília.

1.    CABEÇALHO, TÍTULO, SUBTÍTULO, IDENTIFICAÇÃO

Comecemos pela capa: cabeçalho contendo a Universidade, curso, disciplina, indicação do trabalho, identificação do aluno e do professor, etc.

Na sequência, título e subtítulo do trabalho. Para o TCC em si, serão necessários outras informações, como dedicatória, agradecimentos, Sumário, etc. Mas para este trabalho em si, não precisa.

 

2.    RESUMO

Explicar em poucas linhas do que trata o trabalho. Entre cinco e dez linhas é de bom tamanho. Com as respectivas palavras-chave. O mesmo traduzido para o inglês.

 

3. O OBJETO

Abrir a Introdução explicando o tema em linhas gerais. Se a Introdução pode ser definida como o resumão do TCC, nesta parte deve-se fazer um resumo do resumão.

Os acadêmicos mais tradicionalistas recomendam objetividade máxima, sem qualquer literatura. Umberto Eco é um deles. Dentro da chamada Ciência Pós-Moderna, ao contrário, estimula-se a chamada “narrativa” com viés literário. Minha opção pessoal é pela narrativa, com textos caprichados, especialmente em se tratando de Comunicação e Jornalismo. Mas essa opção deve ser tomada pelo pesquisador em conjunto com seu orientador.

O essencial é deixar absolutamente explicitado, nessa parte inicial do capítulo zero, Introdução, exatamente qual é o objeto central do TCC.

Também é necessário fazer a delimitação do assunto estudado, de forma objetiva e clara. Todo trabalho acadêmico precisa ter um período delineado, um início e um fim, tempo no qual a pesquisa vai se concentrar. Ainda que você não respeite por inteiro os marcos temporais, é necessário explicitá-los.

É igualmente relevante, neste ponto, o estabelecimento dos objetivos geral e específicos do trabalho.

Assim, retornemos ao exemplo usado acima, um TCC sobre o chamado Jornalismo Investigativo:

a)    O objeto a ser pesquisado são os jornalistas investigativos. Obviamente a autora do trabalho vai explicar isso de forma mais detalhada e exuberante, de preferência com um bom texto, como convém a um jornalista.

b)    O objeto pode ser delimitado de duas maneiras. Primeiro, decidir se vai estudar exclusivamente os jornalistas brasilienses, ou os brasileiros, ou ainda os internacionais. No caso em questão, a aluna decidiu pelos brasileiros. Segundo, delimitar o período a ser estudado. Nesse caso, o ideal é um período de 20 anos, entre 1992, quando têm início as grandes reportagens investigativas que resultaram a abertura do processo de impeachment do presidente Collor, em 2012. Pode começar antes, em 1974, no Caso Watergate, marco mundial do Jornalismo Investigativo, que levou o presidente Richard Nixon à renúncia. Mas nesse caso, o Brasil vivia um período de censura prévia à imprensa. O Jornalismo Investigativo tem início de fato no Brasil a partir do fim da censura, em 1979, e tem seu apogeu no Caso Collor.

c)    Quanto ao objetivo geral: “estudar e compreender quem são e o que pensam os jornalistas investigativos brasileiros”. Podem ser definidos entre dois e cinco outros objetivos específicos, como, por exemplo, explicar a metodologia de apuração de alguns jornalistas premiados; delimitar os principais casos do jornalismo investigativo brasileiro nos últimos 20 anos; identificar os jornalistas mais premiados e/ou mais reconhecidos.

4. JUSTIFICATIVA

Explicado qual o objeto do trabalho, delimitado espaço e tempo e explicitado os objetivos gerais e específicos, ora de justificar a escolha do tema, sua relevância e contribuições. Em outras palavras, é preciso explicar por que o Objeto escolhido é relevante para a sociedade.

Neste ponto, as reflexões preliminares serão extremamente úteis. Uma sugestão é construir o texto a partir das indagações fundamentais da Filosofia, anteriormente apresentadas. Ou seja, quem sou, de onde vim, onde estou e para onde vou?

a)    Quem sou? – Ora, em nosso exemplo, pode-se iniciar a Justificativa escrevendo sobre o arquétipo do jornalista farejador, o “perdigueiro”, internacionalmente alastrado a partir do Caso Watergate e do exemplo do repórter Bob Woodward, do Washington Post.

b)    De onde vim? Apresentar um pequeno histórico do objeto escolhido. No caso em questão, os jornalistas investigativos brasileiros, pode-se lembrar do fim da censura, do fortalecimento da imprensa livre na década de 1980, do ápice do Jornalismo Investigativo na década de 1990, a partir do processo de impeachment do Collor, etc. É recomendável um pouco de dados e de estatísticas. Nesse caso, pode-se citar a onda da criação de prêmios jornalísticos nesse período e, a título de exemplo, informar qual o percentual de reportagens investigativas foi agraciada no período no mais prestigiado dos prêmios, o Prêmio Esso de Jornalismo.

c)    Onde estou? Qual a situação desse Objeto no presente? Fazendo uso do mesmo exemplo, explicar se o Jornalismo Investigativo permanece com a mesma força e prestígio de há 20 anos, ou estaria perdendo espaço para outras modalidades, como as questões sociais?

d)    Para onde vou? – Recomendável ainda uma breve análise sobre as perspectivas do Objeto. No exemplo estudado, pode-se abordar a questão da censura indireta através de processos judiciais, um freio à Liberdade de Imprensa e, em consequência, ao Jornalismo Investigativo. Há várias outras maneiras de apresentar uma análise sobre as perspectivas do tema escolhido.

e)    Meu contato pessoal com o objeto - É recomendável também expor qual o contato pessoal do investigador com o objeto escolhido e deixar claro por qual razão esse objeto é relevante para mim. Lembro que, em muitos casos, o trabalho tem viés essencialmente autobiográfico. Desde quando me interesso pelo assunto? O que já conheço do tema? Quais contribuições eu posso dar para a sociedade pesquisando esse tema? Recomendável não quer dizer obrigatório. Vai depender de cada caso.

Ressalvo que há inúmeras maneiras de apresentar esse item JUSTIFICATIVA. Acima, apenas uma sugestão de roteiro.

5.    PROBLEMAS E HIPÓTESE

Hora de apresentar as indagações que o tema levanta. Mesmo que você não tenha as respostas. Mas apresentar, principalmente, as questões sobre as quais você pretende buscar respostas

Ato contínuo, apresentar a Hipótese central da pesquisa. Quanto às hipóteses secundárias, são optativas. Pode ressalvar que a Hipótese é apenas um Norte, não um dogma a ser buscado e comprovado.

Ainda dentro do exemplo em questão, pode-se apresentar uma Hipótese bem singela, do tipo: “Trabalho com a Hipótese de que os jornalistas investigativos são essencialmente movidos pelos ideais de ajudar a construir um mundo melhor, ecos do sistema de representações e de valores do Iluminismo”. Ou ainda: “Trabalho com a Hipótese de que os jornalistas investigativos são movidos pela ambição do reconhecimento público, buscando essencialmente premiações, aumentos salariais e promoções na carreira”.

6. METODOLOGIA

Talvez seja a parte mais difícil da Introdução. Contudo, é também essencial. É neste ponto que o autor do trabalho vai deixar claro como pretende viabilizá-lo. Afinal, como você pretende construir seu Trabalho de Conclusão de Curso?

a)    Coerência – O pesquisador precisa ter coerência com seu próprio sistema de representações e de valores. “Conhece-te a ti mesmo”, ensina o velho Sócrates. É preciso, portanto, que o pesquisador saiba se é herdeiro da clássica Academia de Platão, que encarava o mundo como ideia, movido pelo idealismo; ou acaso identifica-se mais com a Escola de Aristóteles, que buscava compreender o mundo dentro dos sentidos da matéria –visão, audição, tato, olfato, paladar… O pesquisador é um iluminista ou um relativista? Liberal, positivista ou marxista? Acredita na objetividade das Ciências Sociais, entre elas a Comunicação, ou prefere buscar compreender a Sociedade a partir das reflexões filosóficas? Pois se o autor da pesquisa for um neo-platônico e iluminista, por exemplo, jamais se sentirá à vontade trabalhando com as teorias da Escola de Frankfurt. Se, ao contrário, for um neo-aristotélico, positivista ou marxista, dificilmente conseguirá navegar pelo pensamento filosófico da Escola Francesa sobre as representações e o sistema de valores. Enfim, é preciso que cada um encontre sua própria “turma”. Mas saiba que todo e qualquer Objeto escolhido pode dialogar com reflexões de praticamente todas as escolas teóricas. Não é necessário explicitar isso no texto. É optativo. Mas é essencial que o autor faça essas reflexões.

b)    Quadro teórico – É obrigatório a apresentação do Quadro Teórico. Explicitar a escola teórica na qual vai trabalhar. No caso dos Estudos da Comunicação, temos como principais escolas as de Chicago (semiótica, signo); Frankfurt (comunicação de massa); Inglesa (estudos da Cultura); Francesa (a comunicação de massa revista a partir da Cultura e de outros temas); Estudos da Comunicação Digital, etc.

c)    Autores preferenciais – No caso de um TCC, basta citar um bom formulador teórico. E explicar as linhas gerais do pensamento e as razões da escolha. Esclareço que no exemplo do trabalho sobre os jornalistas investigativos brasileiros, a autora, Evely Leão, uma neo-platônica, segundo ela própria se descobriu, optou pela Escola Francesa, buscando dialogar com Roger Chartier e com seus estudos sobre Representações, Valores e Imaginário.

d)    A pesquisa – Será quantitativa ou qualitativa? Quantos serão pesquisados e analisados? Ainda no exemplo em questão, sobre os jornalistas investigativos, a pesquisa será quantitativa combinada com qualitativa. A autora pretende inventariar todas as reportagens investigativas consagradas no Prêmio Esso, nos últimos 20 anos, e analisar o conteúdo de cinco delas. Também pretende buscar o ranking dos jornalistas mais premiados do Brasil nos últimos 50 anos, e depois listar os 20 principais jornalistas investigativos ainda em atividade. Por fim, de posse dessas duas listas, optou por entrevistar e tecer o perfil de cinco deles, em pesquisa qualitativa, de acordo uma escolha pessoal que vai levar em conta o cruzamento do trabalho deles com o acesso possível.

e)    Fontes – Escritas ou orais? Documentos, livros, jornais, filmes, vídeos, narrativas? O autor tem que deixar claro onde quais as fontes que pretende utilizar e onde pretende consegui-las. Ainda no exemplo em questão, serão fontes escritas e orais. No caso das escritas, a autora optou por pesquisar relação das reportagens investigativas consagradas pelo Prêmio Esso, o mais antigo e prestigiado no país, já com mais de 50 anos consecutivo. Também trabalhará com jornais, revistas e televisão, onde foram publicadas as reportagens. Igualmente, trabalhará com fontes orais, ou seja, as narrativas pessoais dos jornalistas escolhidos para que tenham seus perfis traçados. Preliminarmente, a autora já definiu trabalhar com o jornalista Lúcio Flávio, o mais premiado e conhecido repórter de seu Estado natal, Belém; com dois jornalistas de Brasília; e com dois jornalistas de Estados próximos, Rio, São Paulo ou Minas, a serem contatados. Enfim, essas definições precisam estar explicitadas nessa parte da Introdução.

f)     Citações – Atenção. Da Todo e qualquer trabalho acadêmico requer diálogo teórico. Como toda e qualquer reportagem exige frases das fontes. As citações acadêmicas, com as respectivas notas de rodapé, podem entrar na Justificativa. Mas nesse item, Metodologia, são obrigatórias. Pelo menos na parte sobre a opção teórica e os  autores escolhidos.

g)    Nota de Rodapé - Outro detalhe: trabalho acadêmico requer notas explicativas de rodapé. Se o autor se referir ao “Prêmio Esso, o mais antigo e prestigiado prêmio do jornalismo brasileiro”, deve incluir uma nota explicativa sobre quando foi fundado, por quem, quais as categorias contempladas, etc. Sempre com a fonte de informação, que pode até mesmo ser o site do Esso.

7. ORGANIZAÇÃO

A penúltima parte da Introdução é a indicação da organização do trabalho, isto é, das partes que o compõem, Não se trata de fazer um Sumário. É um pouco mais que isso. O objetivo é explicar em linhas gerais, em três ou quatro linhas, o que pretende abordar em cada um dos capítulos. Obviamente o autor vai partir do Sumário Indicativo, anteriormente decidido durante das Reflexões Preliminares.  Assim, e ainda no mesmo exemplo:

No Capítulo 1. “O que é Jornalismo Investigativo”, planejo apresentar as diferentes definições e levantar as discussões sobre que seria a especialidade do Jornalismo Investigativo e quais os parâmetros básicos da investigação jornalística;

No Capítulo 2, “Breve História dos Grandes Furos”, pretendo fazer um levantamento histórico dos principais casos de jornalismo investigativo no Brasil nos últimos 2o anos, a partir do processo de impeachment do presidente Fernando Collor até 2012.

No Capítulo 3, (…) até o último capítulo, “Conclusão”.

 

8. BIBLIOGRAFIA INVENTARIADA

Por fim, apontar a bibliografia. Tanto a bibliografia utilizada para a construção do capítulo zero, a Introdução, mas principalmente a bibliografia já identificada para a construção do futuro TCC.

Ainda dialogando com o exemplo acima, há dois tipos de bibliografias a serem inventariadas. Primeiro livros que falem sobre a especialidade do Jornalismo Investigativo. Segundo livros que contenham grandes reportagens investigativas. Um livro obrigatório, obviamente, é o clássico dos clássicos do tema, Todos os homens do presidente, de Bob Woodward e Carl Bernstein, no qual os dois repórteres do Washington Post revelam os bastidores de como passaram dois anos apurando e publicando a série de reportagens sobre o Caso Watergate, que levou o presidente Richard Nixon à renúncia, em 1974.

Além dos livros e recortes de jornais e revistas sobre o tema escolhido para a pesquisa, é preciso também inventariar os livros e autores teóricos pertinentes. Nessa parte do trabalho, não é preciso ainda ler. Mas somente e tão-somente pesquisá-los, descobrir o que existe, se existem, onde estão e como consegui-los.

Uma Introdução de trabalho acadêmico deve ter oito páginas em média. No mínimo seis páginas, no máximo dez. Seguindo esse roteiro acima, apresentando bem o que precisa ser apresentado, justificando com pertinência o que precisa ser justificado, apresentando os problemas e hipótese, detalhando a metodologia, vai se chegar a algo entre seis e oito páginas.

Bom trabalho.

2 Comments

  • He leido Como tecer a Introdução do TCC « Hugo Studart con mucho interes y me ha parecido ameno ademas de claro en su contenido. No dejeis de cuidar este blog es buena.

  • Grato pelos comentários, Zaragoza

Leave a comment

*

Fotos

  • Martin Luther King Martin Luther King
  • Mandela Mandela
  • Paulo de Tarso Paulo de Tarso
  • Kenobi Kenobi
  • Proudhon Proudhon
  • Tereza Tereza
  • Yoda Yoda

Amigos do Blog no Face

Arquivo

junho 2016
D S T Q Q S S
« dez    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

Tags

Escolha o Indioma

'