Browsing articles in "Espiritualidade"
jan 5, 2013

Uma história que nos leva a acreditar em Deus

Náufragos: eis aí o garoto Pi e tigre predador Richard Parker. História real sobre como uma Força Maior salvou-lhe a vida

“A VIDA DE PI” é lindo, instigante, poético, do mestre Ang Lee. Não assistia a um filme de tamanha profundidade espiritual e ecológica desde “Dersu Usala”, do grande mestre Akira Kurosawa. Havia visto o trailler semanas atrás. Pareceu-me bobinho, batizado no Brasil com o título “Aventuras de Pi”. Por coincidência, logo depois encontrei numa livraria uma coletânia tipo os melhores livros de todos os tempos. Lá no finzinho estava “The Life of Pi”, de 2001, do canadense Yann Martel. A sinopse refere-se à busca espiritual de um garoto indiano, que encontrou respostas no hinduismo, no cristianismo e no islamismo, tudo ao mesmo tempo. O autor Martel promete contar uma história que nos levaria acreditar em Deus. O filme de Ang Lee consegue. Deu vontade de ler o livro de Martel.
dez 19, 2012

O encontro de Lúcifer com o Anjo da História de Benjamin

Eis o Anjo do Progresso, de Klee

Por Hugo Studart

Em um de seus memoráveis ensaios, “Sobre o conceito de História”, o filósofo alemão Walter Benjamin (1892-1940) toma como referência metafórica uma aquarela de Paul Klee que ele comprou em 1921, batizada de Angelus Novus. Por se ter transformado em emblemática na obra de Benjamin, aquela imagem acabou tomando dimensão bem maior do que sua silhueta, citada em boa parte dos trabalhos dos historiadores da pós-modernidade. Com a palavra, Benjamin:

“Há um quadro de Klee que se chama Angelus Novus. Representa um anjo que parece querer afastar-se de algo que ele encara fixamente. Seus olhos estão escancarados, sua boca dilatada, suas asas abertas. O Anjo da História deve ter esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado. Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés. Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar os fragmentos. Mas uma tempestade sopra do Paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechá-las. Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos progresso.

O Angelus Novus, em outras palavras, ilustra o caminho teórico e metodológico de todos aqueles que têm a Esperança de controlar o próprio Destino, ou influir nos acontecimentos do mundo –ou seja, aqueles que vêm construindo a História, a Civilização e a Humanidade. Benjamin, em perigosa ousadia para teu tempo, propôs uma narrativa entrelaçando passado, presente e futuro. Afinal, como ele próprio escreveu, a estrada que nos leva ao futuro é a mesma que nos trouxe do passado.

Nesse ensaio, Walter Benjamin só omitiu um detalhe, sobre o qual, como o judeu e místico que era, ele tinha plena e total consciência. A interpretação sobre o Angelus Novus pintado por Klee foi inspirada na representação de um mito muito conhecido por nós. Benjamin desdobrou-se em metáforas e eufemismos para se referir ao Anjo Caído dos judeus, aquele ser metafísico que roubou o fogo-sagrado da consciência divina e o entregou para os homens.

O Anjo da História é outro nome de Lúcifer! Continue reading »

out 29, 2012

O despertar da consciência — com Gurdyeff e Ouspensky

O misterioso mago Gurdyeff atravessou a vida na busca pelo “Milagroso”. Já seu parceiro, Ouspensky, buscava o “Conhecimento Real” na conciliação entre espírito e matéria. Contudo, o que mais me chamou a atenção nos ensinamentos de Gurdyeff foi o fato de confessar que depois de andar por muitos povos e lugares, em parte alguma encontrou nada tão sublime e eficiente para o encontro do Paraíso quanto a imensa fé demonstrada pelos monges católicos em seus momentos de orações profundas

 

Gurdjeff, no fim dos tempos

Por Hugo Studart

Meus melhores valores éticos, a noção que tenho do certo e do errado, aprendi com meu pai, Jonas. Ele sempre esteve a meu lado, em todos os acontecimentos importantes. Principalmente quando eu estava errado. Por vezes com conselhos. Mas sempre com apoio. A disposição para curar as feridas e a força para escapar das armadilhas do mundo, vieram da minha mãe, Margarida. Quando em criança chegara em casa chorando, derrotado por algum menino mais forte, ela dizia:

“Volta lá e bate nele. Não importa se vai apanhar, mas volta lá e bate nele”.

Por vezes ela consegue ser sábia. Geralmente é apenas mãe. Já me deu alguns bons conselhos sobre manter a cabeça sempre erguida, mesmo quando derrotado.

“Em sua vida terão muitos galhos secos. Avance sempre. Se tropeçar em algum e cair, construa deles uma escada e suba de novo”.

Assim que caí do ninho para as armadilhas da vida, tive a sorte de encontrar dois grandes mestres. Meu professor Fernando, que me apresentou à Mitologia e aos clássicos do humanismo, como também iniciou-se nas sete artes liberais clássicas, a começar pela Lógica. Em nossas longas conversas sobre o horizonte e a construção do Destino, ofereceu a argamassa intelectual para fundamentar uma caminhada provida de valores.

Então surgiu Robyn Aragão, que me apresentou ao Desconhecido e ao misticismo esotérico. Com o guru, aprendi as primeiras técnicas e práticas para o autodesenvolvimento espiritual. Fernando e Robyin eram totalmente diferentes um do outro, o oposto contraditório. No meu coração, são complementares.

Como o primeiro amor, do primeiro guru a gente jamais esquece. Robyn era indiano. Seu nome Aragão vem do fato de ter nascido na cidade de Goa, antiga colônia portuguesa. Entendia em doze línguas, mas falava apenas oito com fluência. Um dia apareceu no Brasil, sabe-se lá vindo de onde, para fazer uma palestra em um congresso de ufologia. Gostou daqui e foi ficando. Abriu uma Escola de Autodesenvolvimento Harmonioso, que muitos dos alunos definam como sendo de magia mental. Assim como chegou do nada, um dia desapareceu sem deixar vestígios. Ele pregava o tempo inteiro a necessidade de controle da mente. Certa vez perguntei-lhe se acreditava na existência de Deus?

“Existe, mas está muito ocupado com as coisas grandes. Melhor ficarmos bons amigos dos espíritos mais próximos de nós”.

Robyin dizia que não adianta fugir de nossas provações, pois todos os lugares são iguais em violência e miséria; em decepções e sensações. E que a felicidade só poderia ser encontrada dentro de nós, a partir do despertar da consciência. Sempre dizia que todos os seres e todas as coisas são criações divinas, que o espírito de Deus estava presente em todos os homens, animais, plantas, e que até mesmo as pedras tinham uma espécie de alma. Portanto, que é preciso ver a manifestação de Deus em tudo e em todos. Continue reading »

set 25, 2012

A hora do beija-flor

A vida é tão intensa! Geralmente só conseguimos registrar na memória grandes eventos, furacões, vulcões, guerras, heróis olímpicos, personalidades tonitroantes… Mas é bom por vezes parar por alguns minutos. Respirar, refletir, observar… São nesses instantes, tão raros quanto delicados, que uma borboleta azul se aproxima. Ou um beija-flor.

set 22, 2012

Por uma tomada de “ligar” e “desligar” emoções

 Amei esta imagem. Inspiradora. Seria real ou criação da arte humana? Descobri ser uma foto das Torres Del Paine, Patagônia Chilena. Curioso: estive ai anos atrás. Com um grupo de desconhecidos. Em um momento emocionalmente frágil. Não curti. Não gravei. Seria bom se houvesse tomada de “ligar” e “desligar” das nossas emoções. Assim conseguiríamos achar sublime todas as paisagens, seres e eventos do mundo.

set 22, 2012

Quando encontramos frestas de luzes nas sombras de nosso caminho

Em nossa longa caminhada pela Vida, seria tão bom que só houvesse vales verdejantes. Mas estamos sempre a nos defrontar com encruzilhadas, montanhas, escarpas, precipícios, muralhas, cavernas… De longe, costumam produzir belas paisagens. Algumas, dá para escalar ou contornar. Outras, provocam medo. Até mesmo desespero. Podemos sentar e chorar. Ou buscar frestas de luz. Seguindo a luz, podemos até mesmo chegar a uma encruzilhada mágica, aquele ponto maravilhoso onde as sombras se tornam luzes. Ou as luzes desaquam às trevas…
set 22, 2012

Por vezes nossos caminhos tornam-se nebulosos. Como saber se escolhemos os caminhos do bem?

ago 29, 2012

Oração de Charles de Foucauld entregando-se a Deus

Charles de Foucauld era um aristocrata francês. Ao ficar orfão de pai de e mãe, em 1864, herdou uma enorme fortuna. Dilapidou-a rapidamente em jogo, indisciplina e excentricidades. Retratou-se e, já oficial do Exército francês, foi transferido para servir na Argélia. Deixou a vida militar e tornou-se explorado no Marrocos. Chegou a receber uma medalha da Sociedade Francesa de Geografia em reconhecimento pelo seu trabalho de investigação no Norte da África.

Mais tarde, uma prolongada reflexão sobre a vida espiritual conduziu-o a uma conversão súbita e levou-o a ingressar na Ordem Trapista. Deixou a Ordem em 1897 em busca de uma vocação religiosa autônoma e ainda não definida. Foi ordenado sacerdotes em 1991. Regressou à Argélia e levou uma vida isolada do mundo numa zona dos tuaregues. Aprendeu a língua tuaregue e estudou o léxico e a gramática, os cantos e as tradições dos povos do Saara. Tinha a intenção de criar uma nova ordem religiosa, o que sucedeu apenas depois da sua morte: os Pequenos Irmãos de Jesus. Foi assassinado por assaltantes de passagem em 1916.  Charles de Foucauld foi beatificado em 2005 pelo papa Bento 16.

Uma vida à procura da fé

(Fonte: Wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_de_Foucauld)

 

É dele essa belíssima ORAÇÃO DE ENTREGA A DEUS

Fazei de mim o que for do Vosso agrado.
O que quiserdes fazer de mim, eu Vos agradeço.
Estou pronto para tudo, aceito tudo,
Desde que Vossa vontade se realize em mim
e em todas as Vossas criaturas.
Não desejo outra coisa, meu Deus!
Deponho minha alma em Vossas mãos.
Eu a dou, meu Deus, com todo o amor do meu coração.
Porque Vos amo e porque para mim é uma necessidade de amor dar-me, entregar-me em Vossas mãos, sem medida,
Com uma confiança infinita, pois sois meu Pai.

(de Charles de Foucauld)

ago 26, 2012

Oração àquele que nos é tão íntimo

Não sei ao certo se ele está dentro ou se está fora. Se posta-se acima, ao lado, à frente ou às nossas costas. Nem sei se ele tem vida própria, um espírito independente, que vai e volta segundo com suas próprias regras e vontades, e que precisa ser regado com orações. Ou se ele se faz parte de nossa essência mais profunda, o outro nome da Alma, uma energia interior que nos leva à conexão com o Criador.

Deum intimior intimo meo!, Deus é-me mais íntimo a mim do que eu sou a mim próprio” –certa feita escreveu Santo Agostinho.

O legado cultural hebraico nos ensinou a chamá-lo de Anjo da Guarda. O sincretismo espiritualista prefere tratá-los por “Espírito Guardião”, ou “Guia”. Em nossos tempos pós-modernos, com a retomada do legado panteísta helênico, grupos esotéricos e ecologistas passaram a falar de “Luz Divina”, “Energia Cósmica” ou expressões afins.

Em verdade, pouco importa por qual nome devemos tratá-lo, se Anjo da Guarda, Espírito Guardião ou Energia Cósmica. Apenas devemos buscar senti-lo. Em meu próprio caso, confesso, sinto um profundo vazio interior nos períodos em que o deixo ficar distante. Quando o mantenho por perto, tratando-o como se cuida de uma flor, a Vida flui em meu corpo, a luz ocupa a mente e a alegria toma conta do coração.

Então consigo sentir minha própria essência mais profunda, meu verdadeiro Eu. Só assim consigo sentir a conexão com algo muito maior do que a própria vida material, Aquele que nos é desconhecido, chamado de Yaveh em lingua hebraica, Teos em grego, Deum em latim e Allah em árabe.

Por isso nos é aconselhavel manter por perto aquele (ou Aquele) que, nas palavras de Agostinho, é-me mais íntimo a mim do que eu sou a mim próprio.

Compartilho uma oração muito popular por sua beleza métrica e simplicidade:

SANTO ANJO DA GUARDA

Anjo santo, meu conselheiro, inspirai-me.
Anjo santo, meu defendor, protegei-me.
Anjo santo, meu fiel amigo, pedi por mim.
Anjo santo, meu consolador, fortificai-me.
Anjo santo, meu irmão, defendei-me.
Anjo santo, meu mestre, ensinai-me.
Anjo santo, testemunha de todas as minhas ações, purificai-me.
Anjo santo, meu auxiliar, amparai-me.
Anjo santo, meu intercessor, falai por mim.
Anjo santo, meu guia, dirigi-me.
Anjo santo, minha luz, iluminai-me.

Anjo santo, a quem Deus encarregou de conduzir-me, governai-me.

Santo Anjo do Senhor,
meu zeloso guardador,
se a ti me confiou a piedade divina,
sempre me rege, guarda, governa e ilumina.
Amém.

ago 25, 2012

Salmo 23: O Senhor é meu pastor e nada me faltará…

O Senhor é o meu pastor e nada me faltará.

Deitar-me faz em pastos verdejantes,

Guia-me mansamente a águas tranqüilas.

Refrigera a minha alma,

Guia-me pela veredas da justiça

Por amor de seu nome.

Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte,

não temerei perigo algum, pois tu estás comigo;

a tua vara e o teu cajado me protegem.

Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos.

Tu me honras, ungindo a minha cabeça com óleo

e fazendo transbordar o meu cálice.

Sei que a bondade e a fidelidade me acompanharão todos os dias da minha vida,

e voltarei à casa do Senhor enquanto eu viver. Salmos 23:1-6

 

mai 13, 2011

Por que esse João ainda encanta?

Às vésperas do Vaticano anunciar a beatificação de João Paulo 2º, num dos mais rápidos processos da história para fazer de um simples Homem um grande santo, há de se perguntar por que ele ainda encanta? Qual o conteúdo mágico de suas mensagens? Talvez ele exprimisse a esperança de um tempo, aquela tumultuada transição rumo ao Terceiro Milênio

 

O Apóstolo da Nova Era

Por Hugo Studart

“Santo subito” – exigia a multidão durante os funerais de Karol Wojtyla, em abril de 2005. Vox populi, vox Dei – responderam os prelados católicos. Preparem-se, prezados leitores, pois vem aí o Papa-Santo! João Paulo 2º foi beatificado por seu sucessor, o teólogo Joseph Ratzinger, ora Bento 16, diante de 1 milhão de peregrinos. Foi o último estágio para sua canonização oficial. É intrigante entender o que fez desse homem alguém tão encantador? Seis anos após sua morte, como consegue continuar mobilizando multidões? Qual o conteúdo mágico de suas mensagens? Talvez esse papa exprimisse a esperança de um tempo. Já escreveram que ele seria o 13º Apóstolo. O Apóstolo do Novo Mundo.

Mas de onde viria seu poder? Na hierarquia das nações, um papa não passa de um sacerdote, o chefe dos católicos, cuja religião é praticada por somente 17% da população mundial. Manda de fato em alguns quarteirões da cidade de Roma (o Vaticano) e em alguns milhares de sacerdotes espalhados pelo mundo. Contudo, talvez pelo que disse, ou quem sabe por conduta pessoal, a verdade é que não houve na transição dos séculos XX para o XXI nenhum outro líder político ou religioso de quem emanasse tanta autoridade moral. Ele foi decerto um dos gigantes do cenário político mundial, como Churchill e Adenauer, talvez o último apóstolo com visões amplas e princípios universais a apontar para um novo mundo – daquela estirpe que gerou Gandhi e Martin Luther King. É intrigante entender o que fez desse homem alguém tão especial.

Por onde passava, governantes paravam para recebê-lo, e multidões corriam para aclamá-lo. Beijava o solo de todos os países onde passava. Reunia legiões que ultrapassam, com freqüência, 1 milhão de pessoas. Quase 200 milhões foram às ruas aplaudi-lo e seu rosto foi conhecido por mais da metade da humanidade. A história ocidental registra que, antes dele, somente três homens haviam mobilizado multidões fora da terra natal – Alexandre da Macedônia, Júlio César e John Kennedy. Em seu pontificado, pronunciou 2.357 discursos no exterior, fez 102 viagens, levou sua pregação a 129 povos e nações, visitou 620 cidades. O recordista anterior era o papa Paulo VI, com 12 viagens. “Ide e proclamai a minha palavra”, ordenou Jesus aos discípulos – lembraria João Paulo 2º no início do pontificado. Então, percorreu quase 1,2 milhão de quilômetros em linha reta, o que equivale a dar 30 voltas em torno da Terra (ou três vezes a distância até a Lua), façanha capaz de acanhar aventureiros do quilate de Marco Polo. Somente o apóstolo Paulo de Tarso, no início do cristianismo, havia ousado algo semelhante, ao peregrinar por todo o Império Romano para levar sua mensagem.

Somente dois grandes países não receberam a visita de João Paulo 2º: China e Rússia. Tinha claro desprezo pela morte. Arriscou a vida em uma nação muçulmana, a Bósnia, a fim de rezar uma missa para 35 mil pessoas debaixo de forte nevasca. Quando não conseguiu autorização para ir à China, foi pregar para alguns poucos milhares nas ilhas Fiji e Seychelles. Continue reading »

jan 1, 2009

Um ritual mágico de gratidão aos amigos

Muito cuidado com os pensamentos pois podem se tornar palavras, rege um velho ditado. E cuidado com as palavras, pois podem virar atos, que se consolidam em hábitos, que se repetidos muitas vezes se transformam em rituais. E, por fim, muito cuidado com os rituais pois tendem a virar realidade.

Isto posto, conclui-se que devemos tomar cuidado com nossos pensamentos pois eles acabam se materializando, criando novas realidades para nossas vidas, caminhos que podem ser longos – por vezes de uma vida inteira. O velho ditado parte do pressuposto de que temos pensamentos negativos. Por isso começa com um alerta.

Ocorre que nossa mente costuma alternar bons e maus pensamentos, luz e trevas, alguns mais luz e otimismo; outros depressão, mágoas e pessimismo – dependendo do momento e do coração de cada um.

Seria muito bom que só conseguíssemos emitir bons pensamentos, pois assim se tornarão boas palavras, que viram atos, que se consolidam em hábitos, que repetidos muitas vezes se transformam em rituais – até que esses rituais materializassem realidades positivas dentro de caminhos do bem.

Já lá se vão bem uns 15 anos (ou mais) que criei um ritual pessoal de passagem de ano, no qual ao final da tarde do dia 31 de dezembro me posto sozinho em algum lugar aprazível para ter bons pensamentos. Sempre acendo um bom charuto.

Primeiro reflito sobre o ano que passou, lembrando-me dos bons e maus momentos. E principalmente das pessoas que de alguma forma me foram importantes. Os maus momentos são queimados numa baforada. Imagino a situação negativa na ponta da brasa, sendo queimada. Os bons amigos são lembrados com outra baforada. Nesse caso, imagino cada um deles sorrindo por conta de uma vitória particular, de algo diferente que desejo para cada um.

E essa é a parte mais importante do ritual. Imaginar algo bom para cada um em gratidão ao que se passou. E uma baforada para cada pensamento positivo – nesse caso, imagino a fumaça subindo rumo ao Universo que tudo vê e tudo provê.

Ao fim e ao cabo, abro meu Livro Negro dos Desejos e passo um bom tempo escrevendo reflexões sobre minha vida e os novos objetivos e metas para o ano que está entrando. O Livro Negro é um caderno comum de atas, desses de capa dura preta e papel pautado que se compra nas papelarias. Ao escrever os desejos, de forma clara, traçando objetivos e metas, ajuda muito a materializá-los.

Sempre leio com atenção, para avalia o sucesso, os objetivos do ano anterior e avaliá-los. Está sempre lá: “Emagrecer até X ou Y quilos”. E todo ano que passa a balança só aumenta. Resultado do progresso na vida. O falecido colunista social brasiliense Emivaldo Mimi Cruz, quando questionado sobre sua barriga imensa, cada vez maior, respondia: “É tudo caviar Beluga e campagne francês”. Tem a ver – espero eu.

Contudo, extraindo-se a questão da meta de perder peso, 80% das metas escritas (ou mais) costumam se materializar. Quando não se materializam no ano planejado, acabam virando realidade no ano subseqüente.

Neste Réveillon dei minhas baforadas na varanda de um flat em São Paulo emprestado pelo meu amigo Helito Bastos. Baforei em gratidão a muitos amigos. O ano de 2008 foi particularmente doloroso para mim, confesso. Comecei 2008 decidindo mudar de vida, fazer uma transmutação radical para vivenciar no cotidiano profissional aquilo que designei “Caminhos do Bem” – o de ajudar a criar novos canais de comunicação que ajudem a construir um mundo melhor. Paradigmas precisam ser quebrados, armaduras tiradas, velhas conquistas deixadas para trás. É o se livrar do velho para abrir espaço para o novo.

Ocorre que ao começar a efetivar aqueles desejos, quando comecei a materializar a completa transmutação, passei a enfrentar situações profissionais difíceis e provações emocionais terríveis. Chama-se isso de dores de um parto. Ai, como dói parir. Mas quanta alegria depois que a criança nasce!

A melhor parte dessas provações foi descobrir quem são os amigos. Tive agradáveis surpresas. Tive a sorte louca de constatar na prática aquilo que eu já esperava e sabia, que minha amada e companheira é de fato uma grande amiga, cúmplice, conivente.  Dei boas baforadas por ela, imaginando-a sorrindo, realizando cada um de seus desejos – os que conheço. Também baforei por meus pais, Jonas e Margarida, sempre presentes, jogando ao Universo os principais desejos de cada um. E para minha advogada Juliana Bisol, que enfrentou comigo, ao meu lado, sem vacilar um minuto sequer, a maior provação do ano.

A melhor parte de uma nova jornada é descobrir os amigos. Alguns, por conta de seus próprios momentos, se colocam a seu lado na luta. Compram as novas idéias, se engajam. Acionados, entram de prontidão. Se você pede, eles dão. A eles sou muito grato, devo muito, muito obrigado a cada um de vocês – abaixo citados.

Outros emprestam o coração, emitem palavras de incentivo, por vezes passam uma mensagem carinhosa por email, ou telefonam para saber como você está, para dizer que leu um artigo ou crônica que cometi, atos singelos para elas, mas que por alguma razão me vieram à lembrança durante o ritual dos bons pensamentos da passagem do ano.

Imaginando algo positivo e diferente para cada um, desta vez baforei por mais de 30 amigos… A cada um de vocês, meus caros amigos, minha gratidão pelo ano que passou – e torcendo para que cada um de vocês, por diferentes razões, continuem presentes na minha vida ao longo de 2009, 2010, 2011… Feliz Ano Novo.

ago 27, 2008

Efeito Plutão na queda das bolsas de valores

Maktub, maktub. Está tudo escrito nas estrelas, ensina o brasileiro de maior prestígio no planeta, o imortal Paulo Coelho. Estava escrito que os Estados Unidos quebrariam este ano a espinha dorsal da sua economia – e que as bolsas de valores iriam para o beleléu. Um astrólogo escreveu isso. E publicou. Previu que as estruturas planetárias começariam a se desmanchar em 2008 com o trânsito de Plutão e sua entrada no signo de Capricórnio.

Do que se trata? Ora, não sei com precisão o que significa a entrada de Plutão em Capricórnio. Só sei que me lembrei das previsões do astrólogo Francisco Seabra quando li as primeiras notícias da nova crise financeira internacional. Ano passado ele havia me falado que 2008 seria de grandes conturbações. Terremotos, furações e outros efeitos do aquecimento global. Também haveria muita conturbação política e social, muita violência. E, principalmente, catástrofes financeiras, em especial no centro do império global, os Estados Unidos.

“Chico, escreve isso e publica”, sugeri. Ele escreveu, em forma de conferência.

Chico Seabra é filho e discípulo de Geraldo Seabra, um dos maiores astrólogos deste País, hoje aposentado. Há 10 anos, a meu pedido, fez previsões sobre o governo Fernando Henrique Cardoso, que publiquei na revista Manchete. Foram previsões impressionantes, de grande impacto na época. Entre suas previsões, uma crise econômica iminente e a perda (por morte) de colaboradores essenciais para FHC. Logo depois de publicada a matéria, veio a crise financeira da Ásia e da Rússia. Em paralelo, morreram Sérgio Motta e Luiz Eduardo Magalhães, dois baluartes do governo FHC.

Seabra é um dos fundadores do Centro de Estudos Parapsicológicos da UnB. Seus estudos astrológicos costumam ter em média 80% de acertos. Convidei-o para ser colunista deste site. Ele aceitou, mas só escreveu um único artigo, esse aí sobre Plutão. Seabra morre de preguiça de escrever. Mas é um bom astrólogo.

Feita a apresentação, vamos ao que interessa – Plutão e a quebra das bolsas de valores. Vou reproduzir os principais trechos da conferência de Seabra sobre o assunto. Assim as explicações ficarão mais precisas: Continue reading »

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