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jun 4, 2013

Eis que brota uma EcoEscola no Vale das Andorinhas…

Sempre acreditei que há certos bens materiais que não são nossos, que somos apenas os guardiões por um tempo. Assim são as dádivas da Natureza. Anos atrás adquiri um santuário ecológico no Vale das Andorinhas, Serra dos Pireneus, de frente para a cidade histórica de Pirenópolis, GO. Dentro da terra tem uma nascente, que forma um riacho, que se transforma em seis cachoeiras, abrigo de um espécie rara de andorinhas. De um platô no meio da terra, com fácil acesso de automóvel,  avista-se a cidade, a alvorada e o crepúsculo. Paisagens deslumbrantes. Por um bom tempo usufrui dessa dádiva somente com os amigos. Até que decidi compartilhá-la com a comunidade, em um projeto de educação ambiental voltado para as futuras gerações e fundamentado no conceito da Ecologia Profunda, do filósofo norueguês Arne Naess. Assim, aos poucos, já comecei a construir por conta própria a infraestrutura onde em breve vai se assentar uma área de lazer, o Jardim dos Sentidos, e a EcoEscola dos Pireneus, para a difusão da consciência ecológica e de técnicas de preservação do meio ambiente. Eis abaixo o projeto:

 MISSÃO – A EcoEscola dos Pireneus tem por missão primordial promover a educação, a pesquisa e a conscientização de crianças, jovens e adultos brasileiros, através da difusão dos valores e ideais do respeito à natureza e a todos os Seres Vivos.

VISÃO – A EcoEscola atingirá sua Missão através da promoção de cursos e atividades que viabilizem sua sustentabilidade econômjca, focada no ensino e conscientização sobre técnicas de reciclagem de resíduos, de preservação de biomas, matas e nascentes para as futuras gerações, como também de restauração de áreas degradadas.

Localização da Terra – Está sendo instalada em uma quinta privada denominada Reserva Vale das Andorinhas, uma propriedade rural de médio porte, com 46 hectares (460.000 m2) demarcados e legalizados, localizada ao pé do Parque Ecológico da Serra dos Pireneus, e de frente para a cidade de Pirenópolis, região central do Brasil, cidade esta tombada como Patrimônio Histórico Nacional. Trata-se de uma cidade fundada no início do Século XVIII, turística e estrategicamente localizada, distante 140 km de Brasília, a capital da República do Brasil, e 120 km de Goiânia, capital do Estado de Goiás, um dos mais promissores do país.

Poço dos Desejos: um dos seis recantos ecológicos da Reserva Vale das Andorinhas

CONCEITOS E FUNDAMENTOS

 Planeta Sagrado – Desde sua criação, o Homem sempre se viu como parte integrante da Natureza, a qual, muitas vezes, era divinizada. Trata-se do chamado biocentrismo, ou seja, a Vida como centro da existência humana. Foi a Civilização Ocidental quem criou o conceito do antropocentrismo, ou seja, da Humanidade como centro do Universo, relegando tanto a Natureza quanto os “deuses” à mera serventia. A Revolução Industrial levou o antropocentrismo às últimas consequências. Primeiro estabelecendo o direito do Homem explorar os recursos naturais de forma desmedida, tratando a Natureza como um mero recurso a serviço da emancipação social. Na sequência, criando novas cartas semânticas, como o direito dos povos “civilizados” dominarem os “incivilizados”, ou o conceito uma raça como superior à outra. Sofremos hoje as consequências do período de hegemonia desses conceitos. A partir da década de 1960, teve início um processo global de restauro do biocentrismo a partir da conscientização de que a Terra é um planeta finito, e a Humanidade precisa da biosfera para existir. Dentre os pensadores que mais se destacam nesse campo é o cientista britânico James Lovelock, responsável pelas primeiras descobertas sobre o aquecimento global e autor da Teoria de Gaia, segundo a qual a Terra (Gaia) é um sistema vivo e autônomo. Por conseguinte, o Homem é apenas uma parte viva desse sistema, Gaia, nosso Planeta Sagrado.

Ecologia Profunda – Proposto pelo filósofo e ecologista norueguês Arne Næss em 1973, a Ecologia Profunda é um conceito filosófico que vê a humanidade como mais um fio na teia da vida. Cada elemento da natureza, inclusive a Humanidade, deve ser preservado e respeitado para garantir o equilíbrio do sistema da biosfera. Enquanto a ecologia seria um estudo das interações entre os seres vivos e destes com o ambiente, a Ecologia Profunda é uma forma de pensar e agir, dentro da ecologia ou de qualquer outra atividade. O conceito foi proposto como uma resposta ao paradigma dominante e à visão dominante sobre o uso dos recursos naturais. A ecologia profunda possui influência do pensamento de Ghandhi, Rousseau, Aldo Leopoldo e muitos outros. A definição mais recorrente de Ecologia Profunda se dá justamente por meio do discurso do índio norte-americano Chefe Seatle. Continue reading »

ago 20, 2011

Breve história do buraco e dos sapos

O Parque Olhos D’Água foi concebido por causa de uma cratera. Conhecer essa história pode inspirar aqueles que lutam pela preservação de uma área com nascente, árvores (e cratera) na capital federal

Lagoa dos Sapos: pelo Plano Piloto de Lúcio Costa, era para virar concreto. Hoje abriga o Parque Olhos D´´Agua, em Brasília

 

Por Hugo Studart

Vou narrar aos senhores, prezados leitores, uma singela história por muito poucos conhecida. Tinha um buraco de rua no meio do caminho entre os homens, sempre ávidos pelo progresso sem fim, e os sapos que habitavam uma pequena lagoa no final da Asa Norte, em Brasília. Era um dia qualquer de julho de 1979, quente e seco, quando o síndico de um bloco da superquadra 415 norte telefonou para o Correio Braziliense. O bloco, não sei mais a letra, se J ou K; sei apenas que se espraia de frente para a L-2, bem ao lado esquerdo do Parque Olhos D´Água. O síndico queria se queixar de uma cratera aberta no meio do estacionamento do bloco. Já pedira várias vezes providências ao Governo do Distrito Federal. Em vão. Agora recorria aos jornais.

Apresento-me, preliminarmente. Hoje sou morador de São Paulo. Mas naquela época, 1979, era estudante de Jornalismo da Universidade de Brasília. Acabara de completar 18 anos e conseguira um estágio de repórter no Correio. Certo dia o editor mandou-me fazer uma matéria sobre aquele buraco de rua na 415 norte. Para um jornalista, não há nada mais humilhante do que esse tipo de cobertura. Da mesma forma que no Direito se humilha profissionais tratando-o por “advogado de porta de cadeia”, temos o “jornalista de buraco de rua”. Mas aquela era uma das primeiras matérias que eu iria fazer sozinho, sem a supervisão de um repórter mais experiente. Continue reading »

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