Guido Mantega faz o tipo tímido e introspectivo. É afável. Mas não é o tipo de autoridade que costume manter relações pessoais com jornalistas. Ao contrário, procura manter distância regulamentar. O “fontismo” em Brasília é a regra. Jornalistas e fontes acabam entabulando relações pessoais acima do recomendável, até mesmo relações sexuais.

Jornalistas, historiadores, sociólogos, advogados, etc –somos todos seres humanos e cidadãos. Como médicos se emocionam com alguns pacientes ou professores têm predileção por alguns alunos, é compreensível que acabemos criando simpatias ou antipatias por algumas fontes. Assim, posso até visitar na cadeia os simpáticos João Paulo Cunha e Delúbio Soares. Como também tenho o direito de me recusar a apertar a mão de certas figuras. Mas simpatias e antipatias pessoais devem ser exceção. A racionalidade profissional precisa ser a regra.

No caso de Guido Mantega, sempre mantive com ele uma relação meramente profissional, desde os tempos em que era um assessor econômico do PT. Acredito que todos os textos que já escrevi sobre ele e seu trabalho, reportagens ou artigos, tenham sido positivos. Mas foram frutos de avaliações racionais. Subjetivas, como tudo que se refere às ciências humanas, mas dentro do esquadro da racionalidade.

Quanto a esta foto, recebi-a recentemente de presente do jornalista Ramiro Alves (o calvo, de pé). Ele era assessor de imprensa do Ministério da Fazenda na época dessa entrevista. Ao lado, de bigodes, o jornalista Ricardo Moraes.